Crescimento continua no 1º semestre de 2018

Parece que o setor imobiliário português continua vivo e de boa saúde! Os dados relativos à performance do 1º semestre de 2018 já saíram e comprovam um crescimento continuado das transações e do financiamento.

 

 

No 1º semestre de 2018 já foram transacionadas 86.335 habitações, representando 11,6 mil milhões de euros, o que se traduz num crescimento de 20% em quantidade e 30% em valor face ao 1º semestre de 2017 (72.064 habitações no valor de 8,8 mil milhões de euros).

Em quantidade, o 1º semestre já superou o ano de 2014 (84.215) e em valor quase superou o ano de 2015 (12,4 mil milhões €).

A região Norte e o Algarve é que apresentaram as maiores subidas face ao período homólogo, com crescimentos de 35% e 31% a nível do volume de transações, sendo também as regiões onde o preço médio de transação também registou subidas de 2 dígitos, com a área metropolitana do Porto a crescer 15% para 124.005€ e o Algarve a crescer 14% para 166.236€. A área metropolitana de Lisboa teve um crescimento de 30% em transações e 21% em valor, sendo que o preço médio de transação subiu 7% para 181.179€, o valor mais alto do País.

 

 

Sem grande surpresa, a A.M. Lisboa continua a ser a região com maior peso na performance do setor, representando 48% do valor das transações e 35% da quantidade transacionada. De destacar também que o preço médio de venda em Portugal aumentou 9% face ao período homólogo para 134.477€ por habitação.

No que diz respeito ao financiamento bancário sobre a atividade imobiliária, vulgo crédito habitação, foram concedidos 4,7 mil milhões de euros no 1º semestre de 2018, sensivelmente mais 25% do que no 1º semestre de 2017 (3,8 mil milhões de euros).

 

 

Contudo, e o rácio entre o montante financiado e o montante transacionado reduziu de 43% no final de 2017 para 41%. Esta correção é justificada pela diferença do crescimento das transações em 30% quando a concessão de crédito apenas subiu 25%. Por outras palavras, houve mais transações a capital próprio do que em financiamento, quando comparado com 2017, o que representa uma diminuição do grau de alavancagem em dívida.

Estes números comprovam uma continuação de um mercado em alta, e vêm reforçar que o frenesim à volta do setor Imobiliário Português não é só “fogo de vista”, mas de facto está a ser concretizado.

Contudo, no horizonte já começamos a ver alguns indícios de eventos que possam levar ao abrandamento. Durante quanto tempo ficaremos num ritmo ascendente?

 

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André Maia

André Maia

Consultor Imobiliário da Home Hunting, especialista no concelho de Lisboa. Apaixonado por números e conhecimento, tem mais 8 anos de experiência como consultor no setor da Banca, ligado a projetos de tecnologia e risco. Adora poder dar o seu contributo e está sempre pronto a ajudar, estando habituado a que o seu trabalho tenha um impacto grande na vida das organizações e das pessoas.

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