Crescimento equilibrado no 3º trimestre 2018

Crescimento, serenidade e equilíbrio. Os dados relativos à performance do 3º trimestre de 2018 já saíram e embora haja um equilíbrio face ao trimestre anterior, no geral comprovam um crescimento continuado das transações e do financiamento.

 

Fonte – INE (Índice Preços Habitação 3º trimestre 2018)

 

No 3º trimestre de 2018 foram transacionadas 45.935 habitações representando 6,275 mil milhões de euros. Isto significa várias coisas, nomeadamente:

  • Face ao trimestre anterior, foram vendidas apenas mais 316 alojamentos (45.935 vs. 45.619 -> crescimento de 0,7%) representando uns adicionais 88 milhões de euros (6,275 mil milhões de euros vs. 6,186 mil milhões de euros -> crescimento de 1,4%), o que de certa forma representa um abrandamento e serenidade do mercado.

 

  • Face ao 3º trimestre de 2017, traduziu-se num crescimento de 18,4% em quantidade (45.935 vs 38.783) e 29,1% em valor (6,275 mil milhões euros vs 4,861 mil milhões euros), o que representa um crescimento anual a nível do trimestre.

 

  • Face ao acumulado dos 9 meses do ano de 2017, traduziu-se num crescimento de 19,3% em quantidade (132.270 vs. 110.847) e 30% em valor (17,885 mil milhões euros vs 13,759 mil milhões euros), o que representa um crescimento contínuo de ano para ano.

 

Dito por outras palavras, tivemos um 3º trimestre muito forte, que pese embora seja igual ao trimestre anterior, continua a empurrar-nos para um crescimento continuado. Isto reflete um amadurecimento do mercado e estabilização do volume de transações.

Em comparação com o trimestre anterior, a região Autónoma da Madeira e o Alentejo é que apresentaram as maiores subidas, com crescimentos de 18% a 8% a nível do volume de transações. A região Autónoma dos Açores e o Algarve é que apresentaram as maiores descidas face ao período homólogo, com decréscimo de 12% e 10% a nível do volume de transações. Nota ainda para a área metropolitana de Lisboa que apesar de ter reduzido a quantidade transacionada em 0,9% (-143 alojamentos) teve um crescimento de 4% em transações, e a área metropolitana do Porto teve uma redução de 1,9% em valor e em quantidade.

 

Fonte – INE (Índice Preços Habitação 3º trimestre 2018)

 

Sem grande surpresa, a A.M. Lisboa continua a ser a região com maior peso na performance do setor, representando 49% do valor das transações e 35% da quantidade transacionada. De destacar também que o preço médio de venda em Portugal praticamente não aumentou (+0,7%) embora a A.M. Liboa tenha registado um aumento de 5,5% para 192.434€ por habitação.

No que diz respeito ao financiamento bancário sobre a atividade imobiliária, vulgo crédito habitação, foram concedidos 2,52 mil milhões euros no 3º trimestre de 2018, sensivelmente menos 2,67% do que no 2º trimestre de 2018 (2,59 mil milhões euros).

 

Fonte – INE (Índice Preços Habitação 3º trimestre 2018 e Boletim Estatístico DdP Jan 2019)

 

Contudo, o rácio entre o montante financiado e o montante transacionado reduziu de 43% no final de 2017 para 41% no acumulado dos 9 meses do ano. Esta correção é justificada pela diferença do crescimento das transações em 30% quando a concessão de crédito apenas subiu 23% no mesmo período. Por outras palavras, houve mais transações a capital próprio do que em financiamento, quando comparado com 2017, o que representa uma diminuição do grau de alavancagem em dívida.

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André Maia

André Maia

Consultor Imobiliário da Home Hunting, especialista no concelho de Lisboa. Apaixonado por números e conhecimento, tem mais 8 anos de experiência como consultor no setor da Banca, ligado a projetos de tecnologia e risco. Adora poder dar o seu contributo e está sempre pronto a ajudar, estando habituado a que o seu trabalho tenha um impacto grande na vida das organizações e das pessoas.

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