2020 promete o início de uma revolução no horizonte lisboeta, sobretudo entre Alcântara e Belém, onde começarão a nascer novos espaços residenciais, hoteleiros, culturais e de serviços. O Parque das Nações também vai sofrer uma enorme revitalização nos próximos anos. Descubra aqui o que vai despontar nestas zonas da capital que nunca mais voltarão a ser iguais.

No ano que se aproxima, e nos 3 ou 4 consequentes, Lisboa sofrerá uma verdadeira revolução na sua silhueta, a começar pela revitalização generalizada das praças típicas, grandes e pequenas, dos distintos bairros que compõem a nossa capital. Até dezembro de 2023, as obras da nova linha circular do metro – prolongamento da linha entre as estações do Rato e Cais do Sodré – também deverão ficar concluídas, com todas as novidades em termos de ordenamento de território e de circulação que esta mega-empreitada acarreta.

Mas, enquanto tais obras não terminam, múltiplos projetos imobiliários vão saltar do papel para o terreno. Analisemos os exemplos um a um:

1. Hospital CUF Tejo

Desenhado há 5 anos para “as doenças do futuro”, o Hospital CUF Tejo – na interseção das avenidas da Índia, Brasília e 24 de Julho – deverá finalmente ser inaugurado. São 75 mil m2, dispersos por 10 pisos, segundo um projeto futurista de Frederico Valsassina e num investimento de 100 milhões de euros. Ali mesmo ao lado ficará a nova estação ferroviária de Alcântara, com inauguração em 2027 e um orçamento de 200 milhões de euros.

2. Fundação Champalimaud

Precisamente 10 anos depois da inauguração do Champalimaud Centre for the Unknown, inaugura, a 5 de outubro de 2020, o Centro Pancreático Botton-Champalimaud. “Os dois centros estarão perfeitamente integrados e interligados no espaço, nas linhas estéticas, na filosofia e modelo de funcionamento”, explicam os seus mentores. O projeto de 50 milhões de euros é financiado pela família Botton, descendente dos fundadores da Danone. As linhas arquitetónicas do edifício original serão respeitadas, uma vez que a construção de um edifício contíguo estava prevista desde o início. Charles Correa, o arquiteto, aquando da sua morte em 2015 deixou esquiços do novo edifício que albergará 200 pessoas.

3. CCB New Development

Em 2022, a tempo da celebração do 30.º aniversário do Centro Cultural de Belém, eis que verão a luz o 4.º e 5.º módulos deste equipamento de estética tão polémica à data da sua inauguração. Então, já haviam sido planeados por Gregotti e Salgado, no âmbito do projeto Cidade Aberta, uma galeria comercial e um hotel. Os espaços ainda vão ser alvo de concurso público. Caso esteja interessado em investir, saiba que a Fundação CCB cede os direitos de superfície dos terrenos por um período de 50 anos renováveis. Em troca, a fundação recebe 900 mil euros por ano ou um pouco mais, dependendo da inflação. Pode ver mais aqui.

O módulo 4 deste empreendimento ficará virado para a Rua Bartolomeu Dias, num total de 7,170 m2, destinados a restauração, lojas de decoração, giftshops, concept stores, coworking e startups. Todos os espaços deverão ser «únicos e autênticos, sem massificação» e com «uma forte ligação à cultura portuguesa», com o objetivo de «reter turistas e atrair residentes, proporcionando uma nova experiência». Já o módulo 5 albergará um hotel de 150 quartos de quatro estrelas ou superior, num total de 16,330 m2, com entrada pela Avenida de Brasília. Entre os dois módulos haverá uma zona pedonal e está prevista a construção de um parque de estacionamento subterrâneo com um piso.

4. Museu-Hotel Palácio Condes da Ribeira Grande

Fotografia: @Metro Urbe

O Palácio Condes da Ribeira Grande, construído no início do século XVIII e que está em vias de classificação pelo Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico, vai converter-se, já em 2020, num hotel de cinco estrelas e num museu de arte contemporânea. Trata-se da recuperação de um edifício de elevado valor patrimonial, altamente degradado, depois de nos anos 80/90 ter albergado a Escola Secundária Rainha D. Amélia. A iniciativa enquadra-se no Plano de Pormenor do Projeto Urbano do Centro de Congressos de Lisboa, que abrange uma área de mais de 96 mil metros quadrados entre o edifício da Cordoaria Nacional e o edifício da Standard Eléctrica. Este projeto da Metro Urbe custará 10 milhões de euros.

5. Hotel-Apartamento Centro de Congressos

A Realtejo – Hotelaria e Turismo, SA está a promover a construção do Villa Rica Hotel Apartamentos, com classificação de 5 estrelas, em frente ao Rio Tejo, entre a Rua da Junqueira/Centro de Congressos de Lisboa/Cordoaria Nacional e Avenida da Índia. O investimento será composto por 132 apartamentos, com amplas varandas e tipologias de T0 a T3, comercializados mobilados e equipados. Contará com lojas no piso térreo, bem como restaurante, bares, salas de reuniões/multiusos, SPA/ginásio, parque de estacionamento, arrecadações individuais e solário na cobertura. As obras estão por iniciar mas a conclusão está prometida para 2020, num investimento de 25 milhões de euros.

6. Complexo de Alcântara

Respeitando um projeto Saraiva + Associados, o terreno da antiga fábrica da Sidul beneficiará de um investimento superior a 100 milhões de euros. Ali crescerá um complexo com escritórios e habitação. O núcleo de escritórios, constituído por dois edifícios unidos por uma pala, lembra uma janela debruçada sobre o rio. Já os edifícios de habitação remetem para a memória industrial associada ao lugar. Com oito andares edificados, o piso térreo estará vocacionado para as áreas comuns e de apoio. O núcleo de habitação será composto por dois corpos num total de 200 apartamentos. Será dado destaque a extensas áreas verdes de enquadramento paisagístico.

7. Exeo Office Campus

Com conclusão prevista para 2012, o Exeo Office Campus, no Parque das Nações, pretende “redefinir o espaço de trabalho”. São 150 milhões de euros investidos em 3 edifícios, denominados Aura, Lumnia e Echo, com 11, 8 e 7 pisos, respetivamente. A interliga-los estarão 13 mil m2 de jardins, com direito a um anfiteatro natural capaz de acolher eventos culturais, sociais e desportivos, e um chillout garden. Os 70 mil m2 de escritórios terão capacidade para 7 mil funcionários. O projeto abarca 688 lugares de estacionamento e 176 bike docks. Haverá rooftops, balneários, esplanadas, espaços comerciais (minimercado, food market e coffee shop) e ginásio.

8. K-Tower

Com conclusão prevista para 2021, igualmente no Parque das Nações, em breve deverá arrancar a construção da K-Tower. O projeto prevê um hotel e uma torre composta por 14 pisos acima do solo, destinada a escritórios com um espaço comercial ao nível do piso 0, com uma área total de aproximadamente 15 mil m² e segundo uma arquitetura moderna e vanguardista. Os promotores deste conceito esperam que este seja o novo “place to be in town”.

9. Feira Internacional de Lisboa

No Parque das Nações, a FIL sofrerá, nos próximos 10 anos, obras de expansão no valor de 150 milhões de modo a triplicar o espaço até agora ocupado, para um total 111 mil m2. A expansão será faseada e deverá incluir a construção de um hotel, de um edifício longitudinal aos quatro pavilhões, de um novo edifício com auditório para 5 mil pessoas, de dois pavilhões e de instalações subterrâneas de transporte.

10. Infinity Tower

Com os seus 80 metros de altura, a inaugurar em 2022, esta torre entrará para o Top 20 dos edifícios e estruturas mais altas de Lisboa. Serão 62 milhões de euros investidos em 26 pisos e 195 apartamentos de tipologias entre T1 e T6, bem no coração de Campolide, no último par de anos uma das zonas mais trendy da capital. Os imóveis custarão acima dos 3.500 euros por metro m2. Nestes 50 mil m2 de construção haverá espaço para 352 vagas de estacionamento subterrâneo, distribuídos por três pisos.

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