Como são as casas dos Millennials?

Preferem a cidade ao campo, procuram frações pequenas, com design minimalista e decoração modular. A Geração Y está sempre ligada às novas tecnologias e por isso aprecia uma boa dose de mordomia digital nas suas casas. A localização e a sustentabilidade são outras das prioridades de quem nasceu entre 1980 e 2000.

Na Home Hunting, os millennials representam já cerca de 20% das transações imobiliárias. Mal esta geração deixe de andar à rasca, não é certo que não prefira comprar a arrendar uma casa, como se poderia pensar tendo em conta que um dos seus traços de personalidade é dar primazia à experiência e não propriamente à posse.

Segundo um estudo recente, que pedia a jovens nascidos entre 1980 e 2000 que se imaginassem dali a meia dúzia de anos, com um emprego estável e salário razoável, quase 88% dizem que gostariam de ser proprietários. Certo. Mas enquanto isso não é possível, aqueles que já “não vivem na CP” (casa dos pais) arrendam casa, preferem a cidade ao campo por questões de mobilidade – a acessibilidade aos transportes públicos e a deslocação pedonal ou em bicicleta/trotinete rápida e segura são critérios prioritários -, dão importância ao design e à localização dos imóveis. 73% assume que não se importa de pagar um pouco mais, perante uma casa mais “Instagramável”, descobriu uma sondagem de uma instituição de crédito bancária britânica.

Segundo a mesma fonte, as 10 coisas que quem tem entre 19 e 39 anos mais ambiciona na sua “casa perfeita” são uma cozinha em ilha, boas vistas, chão aquecido, um ‘pequeno spa’, aproveitamento do último piso (ex: água furtada), uma área comum em open space, espaço para fogueira no jardim, tetos altos, lareira e espaço para escritório. A garagem passa a ser secundária quando não se tem carro, logicamente.

Apesar de optarem por casas mais pequenas – não só por uma questão financeira, mas também porque “acumula menos pó”, por assim dizer – nelas há quase sempre espaço para um home office, reflexo da flexibilidade horária e física das profissões liberais.

Apartamento em Lisboa, com três frentes de luz (nascente, poente e sul) e uma vista incrível sobre a cidade e o rio.

Uma geração sempre ligada

Os millennials têm a consciência que as coisas podem não ser para “a vida toda”, como diz a canção. Nem relações nem empregos. É por isso que, por vezes, preferem arrendar a comprar e que, em termos de decoração, “less is more”. Eis uma postura minimalista que lhes dá um jeito daqueles no momento de contratar uma empresa de mudanças.

Mas há uma coisa que não pode faltar: Tecnologia. A Geração Y está sempre ligada. Os seus representantes são a primeira geração de “nativos” digitais. Por isso, ainda que não tenha namorada, um rapaz millennial certamente sonhará com a sua Alexa. Para os mais distraídos, falamos da assistente virtual da Amazon que permite controlar equipamentos de smart home.

Gestão inteligente das casas, regularização automática dos níveis de luz e temperatura, notificações para reposição de alimentos, manutenção de sistemas de rega, comunicação direta com aplicações móveis, fecho automático de portas ou ativação remota de centros de entretenimento, tudo isto fará as delícias dos millennials. Esta tendência da mordomia digital irá aumentar nos próximos anos e não só entre este segmento da população. (Se quiser aproveitar já a Black Friday para comprar objetos inteligentes para casa, descubra alguns que podem integrar a sua lista).

Nem ambiciosos, nem possessivos

Casas seguras, bem equipadas, ecorresponsáveis (tanto nos materiais de construção como na sua manutenção), com espaços abertos que promovam a socialização (a sensação de comunidade é outra prioridade), de arquitetura modular, e decoração prática e multifuncional, com tiques de saudosismo vintage, são outras das escolhas mais comuns entre a Geração Y. Não se importam de investir mais numa peça caso ela represente uma mais-valia inequívoca.

O “do it yourself” também é comum (pode ver algumas dicas aqui). E assim se explicam tantas plantas e jardins caseiros, sintoma também da consciencialização ambiental destes jovens. Muitos, ainda não tendo filhos por opção ou contingências financeiras, têm já como ombro amigo um animal de companhia. E não é raro haver lá por casa um “cantinho zen”, para praticar meditação, yoga e afins. E incenso, muito incenso.

Perto de casa, os millennials dão privilégio a um bom restaurante local, cinema, espaços verdes, ginásios, cafés trendy, bares cool ou mercados de produtos artesanais. Living Coral é a cor do ano de 2020, no caso de já quererem ir pintando as paredes.

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