Construção nova domina Lisboa em 2020

Campolide, Parque das Nações e Lumiar serão os prontos de maior vitalidade em Lisboa, que também assistirá ao nascimento de novos parques e, até de uma piscina natural.

A produção no setor da construção registará um crescimento 5,5% em 2020, representando um ligeiro abrandamento face ao ritmo de crescimento de 2019 (6%), segundo as previsões da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP).

As obras de construção nova e os grandes empreendimentos residenciais devem voltar a ser a tendência dominante nos pedidos de licenciamento para novos fogos habitacionais na Câmara Municipal de Lisboa, a exemplo do que aconteceu em 2019.

Depois de nos últimos tempos terem sido as obras de reabilitação a dominarem esses pedidos – muitos para reabilitar velhos edifícios para hotéis e alojamento local – a construção nova passou a dominar. O licenciamento de projetos de construção nova aumentou 21% face ao ano anterior. Em 2019, foram lançadas mais de 38 mil habitações novas no mercado. A Área Metropolitana de Lisboa concentra 27% das habitações em pipeline, com mais de 12.600 fogos, um aumento de 9% em comparação com os 12 meses anteriores. No concelho de Lisboa foram registados 4400 licenciamentos.

Pontos de grande vitalidade

No Lumiar surgirá uma nova “Metropolis” de Lisboa, num investimento superior a 200 milhões de euros e 82 m2 de edificado. O projeto, localizado nos terrenos do antigo estádio de Alvalade, prevê a construção de quatro novos edifícios de escritórios classe-A, com um total de 37.600 m2, três de habitação com 30.250 m2 e mais de 200 apartamentos, e uma área comercial com 11.100 m2. A construção deve começar no final deste ano. Duas décadas depois, esta zona da cidade prepara-se assim dar, por fim, um pontapé no passado.

Já a oriente, Lisboa vai ganhar uma praia artificial com capacidade para 80 a 110 pessoas – será construída na bacia norte da marina do Parque das Nações. Trata-se de uma piscina natural e ecológica com 230 metros quadrados (m2), que ficará concluída em 2022. O projeto inspira-se nas piscinas flutuantes de outras capitais europeias, como a Badeschiff no rio Spree, em Berlim, ou a La Villette, no Sena, em Paris. Esta praia artificial, a funcionar com água tratada do rio Tejo, deverá rondar os cerca de 2400 metros quadrados (m2), incluindo esplanada, solário, cafés e balneários, e nascerá no âmbito do programa Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

Também na Praça de Espanha começará a ganhar forma um empreendimento de 34 m2 e 6 milhões de euros. Serão 280 apartamentos a pensar na classe média/alta, com preços entre 4 mil e 5 mil euros por m2. Por aqui, o Parque Urbano da Praça de Espanha, que terá acesso direto aos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, deverá igualmente estar concluído em 2020. O parque terá “um número muito significativo de árvores”, zonas de “clareiras de fruição”, parques infantis, esplanadas, quiosques e a “recuperação da água como elemento central”, nas palavras do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

Ali nas imediações, com vista para tudo isto, há assinalar a Infinity Tower. A torre abarca um total de 200 apartamentos, sitos num lote de terreno comprado por €17,7 milhões numa venda judicial. A sua construção está orçada em €62 milhões. Será um dos edifícios mais altos da capital, graças aos seus 80 metros de altura e 26 pisos acima do solo, num total de 34.200 m2 de área de construção.

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